Efêmero e imersivo são duas palavras que encapsulam o panamora atual das redes sociais. O auge do formato das stories se estendeu a todas as principais redes sociais, com milhões de usuários/as que agora preferem consumir o conteúdo dessa maneira; enquanto isso, o fluxo de notícias se desvanece lentamente em segundo plano. Como e por quê essa tendência se popularizou tanto e aonde nos levará 2020? Bom, damas e cavalheiros, me deixem contar-lhes uma história…

Adeus, querida fonte de notícias!
É difícil pensar em outro distintivo que tenha explorado da mesma maneira as redes sociais nos últimos anos. Esse formato de conteúdo vertical na tela completa, com uma vida útil de só 24 horas, tem sido priorizado por quase todos os aplicativos das redes sociais devido a sua crescente popularidade. Como resultado, a importância do canal de notícias como uma forma de compartilhar conteúdos sobre temas sociais tem diminuído. No começo deste ano, o próprio Mark Zuckerberg falou publicamente sobre o estado da fonte de notícias icônica e como está sendo superada pelos stories, afirmando que os stories estavam bem encaminhadas para superar as entradas tradicionais como a forma mais comum em que as pessoas compartilham conteúdo nos aplicativos sociais. Por quê?
Em poucas palavras, é porque os stories são um formato melhor para compartilhar múltiplos vídeos e imagens no momento ao longo do dia – são mais acessíveis e vêm sem a pressão de capturar a perfeição de cada momento e perseguindo a validação através dos likes do post, já que o conteúdo não se detém no seu perfil e o formato não inclui nenhuma forma de post com botões. Além disso, o verdadeiro valor dos stories acaba com o fato de que são muito mais imersivas do que qualquer outro formato de meios sociais. Captam toda sua atenção, se apoderam de toda a sua tela – nenhum outro anúncio ou conteúdo de notícias se aproxima de oferecer uma experiência assim.
Então, como começou o “story”? Bom, estou seguro de que muitos de vocês se lembra que os stories do Snapchat nos foram apresentadas pela primeira vez no final de 2013. A medida que Snapchat teve mais êxito, superando os 100 milhões de usuários/as em 2015, outras redes sociais começaram a se adaptar. Instagram foi a primeira grande rede social em copiar o formato da story, em meados de 2016. Em 2017, Instagram transformou o formato permitindo a publicidade através de stories. A partir do êxito do Instagram, o formato se introduziu no Facebook através de publicações no primeiro trimestre de 2017, e agora a popularidade do formato no Facebook tem crescido até o ponto de que os anúncios publicitários se introduziram há alguns meses. Facebook revelou que mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo utilizam Facebook stories cada dia e, segundo um questionário recente (setembro de 2018) o formato está ajudando as marcas a aumentarem tanto o interesse da marca como a intenção de compra, com mais da metade dos/as usuários/as dizendo que está fazendo mais compras online, como resultado de ter visto produtos e serviços anunciados através de stories. Mais de 62% dos/as usuários/as disseram que as stories aumentaram seu interesse em uma marca em particular.

O crescente uso, assim como o fato de que quase todas as plataformas de redes sociais vêem as stories como uma prioridade na hora de compartilhar conteúdo, destaca-se a forma como este formato tem se integrado na cultura de consumo diário de conteúdos. Mas, o que há no horizonte para as histórias em 2020? Que oportunidades se apresentarão e em que áreas podem avançar as marcas como pioneiras?

A primeira área de oportunidade vem do Facebook – através no lançamento de anúncios de stories em setembro, as stories também chegaram ao Facebook Messenger no começo deste ano. Isto dará aos anunciantes a oportunidade de utilizar o formato do conteúdo social mais impactante, combinando stories e mensagens privados para impulsionar conversas mais personalizadas com os/as consumidores.
O IGTV foi lançado em junho de 2018, a experiência social vertical na tela completa deu um passo adiante, já não limitando a duração total de 1 minuto, mas permitindo aos usuários/as estendê-la até uma hora – abrindo a porta de diferentes tipos de conteúdos de larga duração como tutoriais, perguntas e respostas. Se o Instagram está seriamente buscando competir com o YouTube como um lugar para que os criadores de conteúdo floresçam, então, em algum momento deste ano, podemos esperar a aparição de anúncios no IGTV, permitindo aos criadores e influencers atingir seus seguidores de uma maneira nova.

Dada a imensa popularidade dos/as influencers no Instagram, podemos esperar uma experiência muito maior com IGTV, com usuários/as que combinam produtos e promoções de marca com conteúdo de vídeo em direct e em formato de longa duração.

O YouTube é o último gigante social em aderir as stories, lançando sua própria versão ‘reels’, há poucos meses. Pense nelas como stories com um adendo – um que tem o potencial de mudar o futuro das stories tal como as conhecemos. As stories do YouTube só estão disponíveis para criadores/as com audiência de 10K ou mais, mas permanecem na plataforma durante sete dias, ao invés de 24 horas, o que prolonga a exposição ao conteúdo. Os comentários do/a espectador/a também estão habilitados. Isto é parte de um movimento mais geral do YouTube para o conteúdo vertical na tela completa – depois do lançamento dos anúncios de vídeo vertical em Adwords uns meses antes. Qual a razão por trás deste movimento pelo conteúdo vertical? Bom, é um benefício mútuo tanto para as marcas como para os/as usuários/as – através das histórias do YouTube é possível proporcionar um grande e bonito canal para transmitir sua mensagem – e muitos já afirmam que veem uma melhora nas taxas de compromisso depois de ter adotado este novo formato.

Por último, mas não menos importante, vamos mencionar o WhatsApp. Se você se lembra, no começo do último ano, o maior aplicativo de mensagens do mundo, com mais de 1,5 milhões de usuários/as, lançou uma versão para empresas com o objetivo de ajudar as marcas a se comunicarem de maneira mais direta e mais pessoal com os/as consumidores/as, e os anúncios de atualização de estado chegaram no início deste ano. Dado o enorme alcance de WhatsApp, isto permitiria as marcas aproveitarem uma base de usuários/as incrivelmente rica que antes era inacessível para elas. Com o protagonismo das stories nas redes sociais em constante crescimento, e com muitas mais oportunidades de inovação, é hora de que tanto as marcas como os/as criadores/as de conteúdo se readaptem à melhor maneira de satisfazer as expectativas dos/as usuários/as das redes sociais. Tendo isso em conta, nessa mesma época no ano que vem, seguiremos buscando notícias?

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