As empresas se encontram em pleno processo de transformação digital e na hora de se adaptar a um entorno tecnológico e digital, há tantas oportunidades como barreiras.
Cada vez mais queremos que as marcas nos tratem de forma diferenciada, que entendam nossos gostos particular e estamos em um momento distinto na relação com as marcas. A grande pergunta é como conseguir que esses dados se transformem em insights, em valor em tempo real.
Os dados também podem ser uma ferramenta mais focada em ações de marketing do que em ações de marca. Se confunde muito a terminologia de empresa e marca. A marca é o processo de entender a realidade da sua empresa e levá-la a necessidade do cliente, a sua realidade. Os dados nos ajudam, mas não deixam de ser uma ferramenta mais, mais rápida e eficiente. Se a marca não é fiel ao reflexo do que é a empresa, defraudará aos seus clientes. Afinar em tempo real os elementos da campanha tentando escutar frequentemente o que está acontecendo pode ser uma grande estratégia.

Mas nesta busca pela eficiência, as estratégias são menos numerosas, mas são barreiras com as que as companhias também lidam. Muitas vezes neste tema de cultura de empresa e quão preparada ela possa estar para responder mudanças. Há muita tecnologia, a chave está em como usá-la. Neste sentido vamos pouco a pouco aprendendo, mas há muito foco em tentar capturar todo esse valor do entorno digital.
Para a transformação há que se tirar o sobrenome de digital. No fundo o que tem ocorrido é que durante muito tempo as empresas têm evoluído de forma constante e vêm se acelerando de maneira estonteantes, porque nós como clientes, temos mudado nosso comportamento. Antes era relativamente fácil ter êxito no mercado e conseguir fidelidade dos/as clientes. De repente aparece o móvel e, de um dia para o outro, temos superpoderes. Temos muito mais capacidade de aceder à informação e às marcas.

Quando se fala em transformação digital o primeiro que se pensa é em Apps e comércio online, entretando a realidade é que 3 dos 4 pilares sobre os quais se assenta são analógicos: marca, cliente e equipes internas.
Na hora de iniciar um processo de transformação, não há que se ter medo da mudança. O desafio é a mudança de mindset a todos os níveis de organização. Não há que se ter medo de provar, de se equivocar. O consumidor demanda muito mais que imediatez.
Podemos pensar, se voltássemos ao começo, o que faríamos diferente?
Muita empresas, principalmente as grandes, tendem a fazer as coisas de uma determinada maneira porque sempre fizeram assim sem nem sequer considerar se poderiam fazer de outra maneira.
Uma boa proposta é fazer com que as pessoas participem de experimentos de processos vivos, de base real, que haja uma cultura de pilotar, incluir gente de diferentes perfis dentro dos projetos, fazê-lo ágil e não ter medo de que algo não funcione. Ainda, é de extrema importância compartilhar resultados, explicar quais são os benefícios de trabalhar desta forma, que toda a organização seja conhecedora do que aporta cada modalidade de trabalho.
As empresas de culturas tradicionais tendem a se mover de uma forma muito lenta, por isso deve saber que os êxitos passados não te garantem os do futuro.
Desta maneira, as hierarquias sem rompem, neste processo de mudança tem gente que ficará pelo caminho, por isso há que se encontrar parceiros pelo caminho no nível que for. Os níveis de resistência à mudança podem ser compatíveis ao nível que você ocupa dentro da organização. Há que se modificar processos hierárquicos por processos por projetos em que os líderes não sejam necessariamente os dos postos mais altos.
Comunicação, liderança e flexibilidade são três aspectos essenciais. É necessário fazê-lo bem para que os colaboradores tenham suas necessidades atendidas e não se gere recusas.

Finalmente, sobre o papel da marca no processo de transformação, podemos defini-lo como a ponte entre o consumidor e a organização. Deve ser a alavanca até o/a consumidor/a, a marca joga um papel de acelerador para se mover mais rápido até um determinado objetivo. A marca está no coração da transformação. De fato, muitas vezes os processos de mudança procedem do departamento de marketing que são os primeiros que empurram, os que transladam a voz do/a consumidor/a.

 

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