Ainda que as bases do marketing não mudem por mais que o tempo passe, a estes princípios se agregam novos e complexos elementos que fazer com que a disciplina se converta em um quebra cabeças no qual o verdadeiro desafio é encaixar corretamente todas as peças.
As novas maneiras de conectar com o público crescem de forma exponencial e, ao mesmo tempo que se multiplicam as oportunidades para as marcas de impactar ao seu target, também se fazem os desafios.
Ao perguntar-se o que significa uma marca, a resposta é matemática. É uma equação de valor que é o produto pela comunicação e tudo isso a um preço justo. Mas esta equação de valor, em um mundo cada vez mais complexo, está se transformando. Estamos passando progressivamente da dimensão de valor para a dimensão de valores. Se trata de oferecer mais transparência e honestidade porque quem compra demanda saber quem nós somos.
Esta necessidade se deve às exigências de um novo público, os consumidores do presente e do futuro que pedem às marcas muito mais do que as gerações anteriores.

 

Hoje em dia, o/a consumidor/a outorgou um novo sentido a sua decisão de compra. Já não se trata de uma decisão irracional, mas sim de uma escolha pensada e que se supõe um ato ético e moral. Se acentua ainda mais no segmento para aqueles para quem a compra é diretamente um ato político. Entenderam que podem votar com o bolso. Consumidores e empresas fazem parte de uma responsabilidade, a de contribuir para um mundo melhor e de fazê-lo evoluir. As pessoas o pedem hoje e amanhã será ainda mais relevante.
Na hora de materializar o compromisso ético das marcas são muitas formas de fazê-lo, entretanto, se o que se quer gerar, além de impacto, conversa e, sobretudo, liderança, há que se dar um passo além. Se trata de se posicionar e fazer com que o consumidor se posicione junto à marca.

 

Uma decisão que é todo um risco em um momento em que a reputação pode se destruir com um só tuit. Mas este passo, se bem é um risco que pode gerar um retorno enormemente positivo para a marca, também pode ser de enorme benefício. Para obtê-lo, destacamos três elementos chave:

1. Legitimidade: Há que se perguntar se se está moralmente autorizado para entrar em determinada conversação, se é território próprio e se é uma conversa natural ou uma aposta oportunista.
2. Ações: Se você irá entrar na dinâmica deve demonstrar como vai apoiar isso que diz.
3. Compromisso: Como qualquer decisão estratégica de marca, não pode ser flor de apenas um dia. Há que se comprometer e ser consistente. Isso é compromisso, assim se ganha as pessoas porque elas vêem com ações que você está falando sério.
Mas todos estes elementos não são efetivos se não vêm acompanhados de uma boa execução. Prepara-se para a reação porque haverão haters. Dê liberdade criativa à agência que cuida de sua publicidade, quanto mais sólida seja a comunicação, mais efetiva.
Estamos frente a uma grande oportunidade e as marcas têm a responsabilidade de ser parte do futuro, de modelá-lo e de melhorá-lo. Nós já tomamos nossas decisões. E você?

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